Nasceram
duas borboletas
no lugar dos dois olhos
dela
A gente ficava ali,
e descalços sentava no chão
A gente meninava naquelas asas
de borboleta
A gente se tingia naquelas cores
de borboleta,
A gente caía naquelas vertigens
que oscilavam asas,
que cintilavam asas,
que hesitavam asas,
que contavam
um
dois
três
momentos pra nós
Pobre da gente que viu
dois olhos nascidos assim,
voantes flores,
flying flowers,
butterflies
Ai da gente que vive!
Porque viver é lembrar
aquelas asas todas
em sedas de borboletas
Porque viver é sonhar
terremotos
Impressões, quase-verdades, quase-mentiras, indignações, denúncias, algum afeto, considerações punk-sentimentalóides, excessos e aquéns. Todas as inutilidades que o desengonçado precisa menos grana e sossego. Leia um texto e leve grátis o direito de ler o blog inteiro.
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segunda-feira, 28 de julho de 2014
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